Back to homepage

Dom Fernando Antônio Figueiredo, OFM

Dom Fernando Antônio Figueiredo

Origem
Muzambinho, MG

Nascimento
01/12/1939

Ordenação
1967

Dom Fernando Antônio Figueiredo, OFM, bispo de S. Amaro, nasceu na cidade de Muzambinho, MG, no dia 1. de dezembro de l939. Seu pai também mineiro, Andrelino Luiz de Figueiredo, faleceu no dia 10 de maio de l982 e sua mãe Josefina Diotisalvi Figueiredo, nasceu na Itália na cidade de Lauria, na Basilicata, e faleceu no dia 03 de setembro de l993, com a idade de 95 anos.

Teve 5 irmãos, dos quais só uma irmã está viva e mora atualmente em Curitiba-PR, onde D. Fernando passou bom tempo de sua infância e juventude. Após os estudos normais, aos l7 anos sentiu o forte chamado para a vida religiosa e sacerdotal. Trabalhava durante o dia e estudava a noite, fazendo mais tarde a Faculdade de Ciências Econômicas junto aos franciscanos que a mantinham no Colégio Bom Jesus. Este apelo à vida consagrada nasceu da leitura das obras do monge cisterciense Thomas Merton, as quais lia todo impregnado de amor ao Senhor Jesus. Orientado por um católico, muito ligado à Igreja e à Comunicação Social, Sr. Ângelo Dallegrave, logo começou a fazer parte da Ordem Terceira Secular de s. Francisco de Assis, hoje denominada Ordem Secular Franciscana. Continuava a estudar à noite e a trabalhar durante o dia, dedicando-se totalmente nos finais de semanas a trabalhos de evangelização como membro da Ordem Secular e da Legião de Maria. Aos 22 anos de idade foi para o noviciado da Ordem Franciscana, fazendo no final do ano sua profissão simples de vida religiosa. Mais tarde faria sua profissão solene e em l967 foi ordenado sacerdote. Foi logo enviado para fazer estudos de especialização em teologia dogmática e patrística, primeiramente na França, onde fez sua licenciatura, e mais tarde em Roma, onde defendeu sua tese de doutorado com o título: “S.. Justino e a visão do homem”. Regressando ao Brasil no ano l973 foi professor em Petrópolis-RJ de l973 a l984. Neste período foi mestre dos estudantes franciscanos que faziam a filosofia e a teologia e nos anos de l982-l984 foi pároco em Piabetá, na Baixada Fluminense, nos finais de semana. Aliás sempre exerceu uma atividade pastoral, seja na França na cidade de Chaponost, periferia de Lyon e em Guidonia numa pequena cidade, perto de Roma.

Em l984 foi escolhido como bispo auxiliar de Teófilo Otoni, onde um ano mais tarde foi eleito como bispo coadjutor de D. Quirino Schmidt, o qual o sucedeu em l986 como bispo diocesano. Em l989 foi nomeado pelo Papa João Paulo II como primeiro bispo diocesano da recém criada diocese de S. Amaro na grande cidade de S. Paulo. Neste período foi responsável pelo Secretariado de Cultura da Conferência Episcopal da América Latina, tendo de ir periodicamente a Bogotá, Colômbia. Simultaneamente exerceu a função de membro e mais tarde presidente da Comissão Episcopal de Doutrina da CNBB, por 12 anos. Nestes últimos anos foi Delegado à Assembléia Especial do Sínodo dos Bispos para a América por eleição da Assembléia da CNBB e confirmado pelo Papa João Paulo II (1997) e membro em Roma, primeiramente do Conselho de Cultura e, atualmente, membro da Congregação para o Clero, devendo ir periodicamente a Roma. Durante oito anos exerceu a função de presidente da CNBB do Estado de s. Paulo, que reúne mais de 45 bispos.

D. Fernando Figueiredo escreveu diversos artigos e estudos em diversas Revistas Teológicas. Sua obra, em três livros, Curso de Teologia Patrística, em que discorre sobre a Vida da Igreja nos seus primeiros séculos, foi muita utilizada tanto no Brasil como em outros países, principalmente, na formação dos futuros sacerdotes ou padres que desejaram conhecer mais profundamente as fontes da vida cristã. O lema de seu episcopado: “A serviço do Evangelho”, foi inspirado em s. Agostinho, que foi monge e, posteriormente, após muito relutar, acolheu o sacerdócio e o episcopado. Hoje, ele busca continuar seu trabalho de evangelização através dos Meios de Comunicação Social, seja o Rádio, a Televisão, com a Missa na Rede Vida e na Globo, com Pe. Marcelo Rossi, e a Internet com reflexões diárias sobre o texto do Evangelho do dia.